O Projeto Comunidade de leitores que era por assim dizer O Projeto de responsabilidade de todos na Escola, desde a direção devia abarcar todas as áreas, pois fomentava o interesse pela aprendizagem, encantamento com os livros, pelas novas descobertas a cada leitura realizada ou iniciada, pois chegamos a ler livros por capítulos, quando não era possível de uma única vez. Foi desenvolvido como uma espécie de suporte pedagógico a todos os demais estudos na escola. A formação, orientação e acompanhamento se deu com a parceria da Secretaria de Educação com o CEDAC/Escola Que Vale, na pessoa de Eliane Mingues, que acompanhou a mim como Diretora iniciante na função juntamente com o grupo de Diretores da rede municipal que optou pelo projeto no ano de 2001.
Fomentar a certeza de que a leitura devia ser o ponto central para tudo que a escola fosse realizar, alimentou a busca de recursos e estratégias para que a leitura fosse amplamente vivenciada na Escola. Incluíamos estrategicamente nos momentos de encontros para o acolhimento diário dos alunos na entrada antes da aula, o que favorecia os responsáveis dos alunos e demais servidores que acompanhavam diariamente o processo. Nos momentos de realização de outros encontros com os segmentos escolares, como possibilidade de provocar a ação do pensamento, tinha como finalidade também oferecer o acesso ao universo literário disponível, para que se consolidasse o hábito de ler. Chegamos a estabelecer a HORA DA LEITURA, não foi fácil, mas realizamos algumas vezes, todos teriam a oportunidade de ler o que alimentava sua curiosidade, o complicador foi que a Escola grande porte não tinha acervo compatível e que fosse do interesse do grupo, diante dessa dificuldade chegamos a realizar estudo em grupo, nesse momento nem a Secretaria deveria funcionar, o direito de LER era estendido a todos(as).
A maior permanência de leitura grupal, com exceção dos encontros pedagógicos da direção e coordenação, foi mesmo no PÁTIO, neste espaço consolidou-se, especialmente com o primeiro segmento que ficava diariamente. O Segundo segmento seguia uma agenda. Para estimular a participação tínhamos o momento musical, fosse que modalidade de canto, hinos cívicos, religiosos, MPBs, etcs. Tentávamos socializar com os alunos as opções musicais menos ouvidas em seu ambiente de vida. A estratégia estava em utilizar recursos de suporte textual, para os poemas e letras musicais, como o Flip chart, espécie de mural, além do impresso, quando possível. Outros recursos imprescindíveis era: caixa de som funcionando, microssitem, microfone e caixa de som, além dos cds/dvds. A convivência, manuseio diário com esses instrumentos favoreceu a familiaridade do grupo para falar ao público mais diverso.
Depois de um tempo já conseguíamos entender que o acolhimento no pátio não era mais uma pré aula, como se imaginava a princípio, era de fato, pelo conteúdo cultural, já o inicio da mesma, realizada não em espaço fechado entre quatro paredes - sala de aula, mas sim em campo aberto, isto porque nosso pátio só conta/contava com a cobertura, estava então rodeado de árvores também sendo possível visualizarmos o horizonte bem a vista, isso dava ao espaço um certo encantamento, e a rotina já não era tão mecânica, mas sim um pouco humanamente poética.


9.8.11
Tereza de Jesus R. Oliveira

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