segunda-feira, 22 de agosto de 2011

A Era do Hipertexto

CAFÉ DAS SEIS - CLARA BARBOSA

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Dê Vida aos Livros



O livro é amigo inseparável de todas as horas, pode acompanhar o leitor em diversas ocasiões de sua vida. Pensemos na seguinte situação: o aguardar numa sala de espera para ser atendido por uma autoridade qualquer ou mesmo num consultório médico, eu estive por um tempo em tratamento médico hospitalar, os atrasos em ser atendida eram compensados pela oportunidade em participar de uma(s) história(s) enredos de um romance ou de outro gênero textual, o estado emocional fica mais aliviado. Foi o que ocorreu comigo. E ter nossa própria opção de leitura é a melhor coisa. Eu sempre levo algo na bolsa, para essas ocasiões.
Evidente que nesses ambientes já existem periódicos disponíveis, mas dificilmente estão com informações atualizadas ou quando estão o material não atende ao nosso interesse, o caso das revistas, geralmente trazem mais assuntos que pouco contribuem com nossa formação ou compreensão de nossa realidade, como é o caso das que tratam da vida dos artistas, nada contra aos que apreciam, pois é melhor que se leia algo que lhe chame a atenção do que não ler nada. Mas, se puder ter em mãos uma opção de leitura significativa para você, ou para o momento de vida pelo qual se passa, seja de alegria, preocupação, tristeza... a leitura pode renovar a esperança, de que a realidade se transforma porque é dinâmico o homem, a sociedade e a cultura e o que desejamos é que essas mudanças sejam para melhor e para todos.
Na educação, essa temática deve ser pertinente a todas as áreas do conhecimento, não pode ficar restrita a uma disciplina específica. Muito se poderia avançar, na educação, se todas as áreas do conhecimento do currículo escolar valorizassem leitura, como forma de despertar a curiosidade e o senso crítico dos alunos, para desenvolverem projetos relevantes para sua comunidade ou para sua vida. Então dar vida aos livros que estão nas prateleiras das bibliotecas, nos armários de casa e nos ambientes virtuais, onde basta fazer um dowload gratuitamente, para ter acesso, já pode ser um bom começo.
Enquanto professora, em regência de classe esse foi um dos grandes desafios, a luta incansável produziu frutos com muitos, porém não alcancei a todos, mas se educadores e família acreditarem que se trata de um recurso que potencializa as estruturas de pensamento e sócio - afetiva dos alunos os resultados pedagógicos podem alcançar um patamar superior. O que um educador ou uma equipe pedagógica não alcançou num ano letivo, pode muito ser alcançada no próximo se as estratégias de intervenção forem avaliadas e revistas. E o trabalho cotiano aconteça com perseverança. Ao menos, precisamos sonhar em superar o fracasso escolar.
Enquanto gestora escolar, juntamente com os demais membros da equipe pedagógica orientávamos fervorosamente os pais para que criassem espaço no próprio lar que favorecessem a leitura, o estudo em casa, organizando tempo com os filhos para essa finalidade, tempo que não podia ser ocupado com outros afazeres. E, como opção de presente aos filhos, sem desmerecer os comumente dados ou por ocasião das compras mensais do rol das despesas domésticas que incluíssem os livros, revistas... Essas foram estratégias que adotamos, ás vezes dizer uma palavrinha pode mudar para melhor a atitude de uma pessoa, isto se acreditamos no que dizemos e agimos coerentemente.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

PROJETO COMUNIDADE DE LEITORES – O Horizonte Bem a Vista


O Projeto Comunidade de leitores que era por assim dizer O Projeto de responsabilidade de todos na Escola, desde a direção devia abarcar todas as áreas, pois fomentava o interesse pela aprendizagem, encantamento com os livros, pelas novas descobertas a cada leitura realizada ou iniciada, pois chegamos a ler livros por capítulos, quando não era possível de uma única vez. Foi desenvolvido como uma espécie de suporte pedagógico a todos os demais estudos na escola. A formação, orientação e acompanhamento se deu com a parceria da Secretaria de Educação com o CEDAC/Escola Que Vale, na pessoa de Eliane Mingues, que acompanhou a mim como Diretora iniciante na função juntamente com o grupo de Diretores da rede municipal que optou pelo projeto no ano de 2001.
Fomentar a certeza de que a leitura devia ser o ponto central para tudo que a escola fosse realizar, alimentou a busca de recursos e estratégias para que a leitura fosse amplamente vivenciada na Escola. Incluíamos estrategicamente nos momentos de encontros para o acolhimento diário dos alunos na entrada antes da aula, o que favorecia os responsáveis dos alunos e demais servidores que acompanhavam diariamente o processo. Nos momentos de realização de outros encontros com os segmentos escolares, como possibilidade de provocar a ação do pensamento, tinha como finalidade também oferecer o acesso ao universo literário disponível, para que se consolidasse o hábito de ler. Chegamos a estabelecer a HORA DA LEITURA, não foi fácil, mas realizamos algumas vezes, todos teriam a oportunidade de ler o que alimentava sua curiosidade, o complicador foi que a Escola grande porte não tinha acervo compatível e que fosse do interesse do grupo, diante dessa dificuldade chegamos a realizar estudo em grupo, nesse momento nem a Secretaria deveria funcionar, o direito de LER era estendido a todos(as).
A maior permanência de leitura grupal, com exceção dos encontros pedagógicos da direção e coordenação, foi mesmo no PÁTIO, neste espaço consolidou-se, especialmente com o primeiro segmento que ficava diariamente. O Segundo segmento seguia uma agenda. Para estimular a participação tínhamos o momento musical, fosse que modalidade de canto, hinos cívicos, religiosos, MPBs, etcs. Tentávamos socializar com os alunos as opções musicais menos ouvidas em seu ambiente de vida. A estratégia estava em utilizar recursos de suporte textual, para os poemas e letras musicais, como o Flip chart, espécie de mural, além do impresso, quando possível. Outros recursos imprescindíveis era: caixa de som funcionando, microssitem, microfone e caixa de som, além dos cds/dvds. A convivência, manuseio diário com esses instrumentos favoreceu a familiaridade do grupo para falar ao público mais diverso.
Depois de um tempo já conseguíamos entender que o acolhimento no pátio não era mais uma pré aula, como se imaginava a princípio, era de fato, pelo conteúdo cultural, já o inicio da mesma, realizada não em espaço fechado entre quatro paredes - sala de aula, mas sim em campo aberto, isto porque nosso pátio só conta/contava com a cobertura, estava então rodeado de árvores também sendo possível visualizarmos o horizonte bem a vista, isso dava ao espaço um certo encantamento, e a rotina já não era tão mecânica, mas sim um pouco humanamente poética.

EJA - PEJAS – Programa de Educação de Jovens e Adultos Semestral

O programa surge para tender ao desafio em lidar com a adolescência que optava por estudar no horário noturno, em decorrência da falta de vaga no diurno, ou de disponibilidade de tempo e os adultos que não tiveram acesso ao ensino na idade apropriada, na perspectiva de construção de uma possibilidade de realização humana através da educação, apesar de toda adversidade da realidade sócio-cultural e educacional. Essa possibilidade se apoiaria no diagnóstico que por sua vez seria indicativo da necessidade apropriada a clientela a ser atendida no universo.

O quadro situacional apontava que a evasão atingia em maior incidência a idade mais jovem, ou seja, dos 15 aos 17 anos, reduzindo-se progressivamente a medida que a idade aumentava, era como se o tempo sem formação elevasse o nível de interesse. Isto nos fez pensar no enturmamento, mesclar as turmas por faixas de idade e gênero. Outro fator era a mobilidade no trabalho, não havia, até mesmo por falta de formação, estabilidade no trabalho ou se tinha era em proporção pequena. Então, ocorria do aluno cursar um semestre de estudo, obtendo resultado satisfatório e não poder dar continuidade ao mesmo naquele ano e os estudos ficarem sem proveito para comprovação de escolaridade, curriculum vitae, a não ser para a experiência de vida, pois o que é construído significativamente não se perde jamais.

Tendo em vista essa preocupação iniciamos um estudo e discussão com os segmentos, professores, coordenação, alunos, pais, órgãos do sistema SEMED, CME e o próprio Conselho Escolar. Tínhamos anseio por um projeto que visasse atender a necessidade dessa clientela, ou seja, uma formatação do curso da EJA, que lhes fossem favorável para as condições sociais e de aprendizagem. Então escrevemos a proposta denominada PEJAS, a princípio a denominação era PEJAC, porque a ideia que prevalecia era de organização de ciclos menores de estudo, ao contrário do que se oferece para as crianças do Ensino Fundamental, onde a necessidade é de ciclos de tempo mais amplo de estudos. Mas, por orientação do Conselho ficou mesmo Programa de Educação de Jovens e Adultos Semestral e encaminhamos para a SEMED e CME, que autorizaram o funcionamento desse projeto, que se desenvolveu em forma de Programa de Ensino. Colocávamos que a organização didática e material de expediente seriam adaptados. Assim fizemos. Todo material foi organizada para atender aos ideais do Projeto.

Para cada semestre organizávamos temáticas de estudos a serem desenvolvidas pelos diferentes professores, as quais seriam apresentados no final do semestre. As temáticas eram eleitas conforme interesse da turma e visava integrar turmas/alunos/professores. Ao longo do semestre os professores deveriam desenvolver seus conteúdos de aula em paralelo a orientação de projetos. Foi motivador, construtivo e inovador, a ponto de projetos da PEJAS serem selecionados para a Feira Estadual de Ciências, ocorrida em Belém/2008.

NA III Conferência Municipal de Educação ocorrida em junho/2011, essa modalidade de organização ensino para a EJA foi aprovada para a rede municipal de ensino de Marabá.

EXPERIÊNCIA ESCOLAR DE IMPLANTAÇÃO DOS CICLOS DE FORMAÇÃO


A idéia de modificação da organização do Ensino Fundamental para uma outra forma não seriada, surge na Escola, por ocasião da elaboração do 1° PDE no ano de 1999, quando constatamos o índice preocupante de evasão e reprovação escolar especialmente nas séries iniciais (1ª e 2ª e 5ª série), o que nos veio em mente naquela época,  foi a mudança na organização do Ensino Fundamental. A idéia perdeu força porque as condições pareciam impossíveis, não havia da parte da SEMED, qualquer manifestação nesse sentido. Além do mais o Ensino Fundamental era ofertado por dois mantenedores, sendo  o Município, com o segmento de 1ª a 4ª séries e o Estado com o de 5ª a 8ª séries.
Uma mudança dessa natureza passaria necessariamente pela  articulação e integração desses dois segmentos de um mesmo curso – o Ensino Fundamental, que a legislação do Ensino não tinha conseguido, nossa intenção era alcançar maior nível de unidade entre os dois segmentos. Acabamos por optar em não registrar em nosso Plano esse intento, já que o mesmo deve trabalhar com a dimensão da governabilidade das ações propostas, e mexer com o regime de Ensino ia requerer uma série de outras decisões que fugiam a nossa competência. A idéia parou por aí, mas as ações do Plano visavam criar condições de mudança na prática pedagógica, o que conseqüentemente resultaria em benefícios ao rendimento escolar.
 A título de exemplo, os curso de capacitação de professor foram realizados para os dois segmentos, com ressalva as especificidades relativas às séries ou áreas do conhecimento que exigiam tratamento específico. Posteriormente, com a municipalização de 5ª a 8ª séries nosso plano seguiu essa mesma diretriz.
Posteriormente no bojo da discussão e elaboração do PPP (Projeto Político Pedagógico) a idéia tomou força e com a assessoria que a Secretaria de Educação recebeu do IPF (Instituto Paulo Freire) foi possível institucionalizar, através de um processo gradativo, a cada ano, e por adesão. Fomos, não sem uma reflexão anterior, do primeiro grupo, que optou consciente de que a organização do ensino favorecia um trabalho pedagógico pautado nos princípios de uma educação para a formação plena do ser.

O Currículo e o Ciclo
Convido a uma reflexão sobre o regime de ciclo implantado em nosso sistema de ensino de Marabá  que contou com a colaboração de educadores renomados nacional e internacionalmente como DANILO GANDIM, MOACIR GADOTTI, PAULO PADILHA, CARLO HENRIQUE CARRILHO CRUZ, ANGELA CISESQUI, dentre tantos outros, sendo boa parte destes do Instituto Paulo Freire, a maior referência mundial de educação. Pois sim, Marabá recebeu estas celebridades na área da educação, que deixaram sementes para cultivarmos mudanças em nossas escolas e em nossa comunidade, através das propostas pedagógicas que devem ser elaboradas de forma democrática, nunca devamos esquecer-nos desse princípio legal sob pena, dela não ter outra finalidade senão a meramente burocrática. Que não esqueçamos nunca disto.
 Então retornando ao ponto anterior, o que temos feito depois da inestimável contribuição desses educadores, que nos subsidiaram na reorganização do ensino fundamental em regime de ciclo? Que passos foram dados a mais da idéia inicial? Que desafios temos para desenvolver essa organização de ensino que demonstra ser menos excludente, e mais voltada às fases de desenvolvimento da pessoa humana, portanto aos propósitos dos direitos á educação plena. E assim romper com o ensino em série, que se origina de uma lógica de mercado e da indústria, não contempla as diferenças, apela para a homogeneização com modelo de currículo que nega o multicultural e o pluralismo presentes em nosso contexto social .

Tereza de Jesus Rodrigues de Oliveira

 
Design by Free WordPress Themes | Bloggerized by Lasantha - Premium Blogger Themes | cheap international calls