terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

PROJETO VIVENCIAL

PROJETO  VIVENCIAL
Cristina do Socorro Arcanjo da Silva  e Tereza de Jesus Rodrigues de Oliveira
Idéias Preliminares
Justificativa
Quando se pauta o trabalho no progresso da aprendizagem a avaliação assume uma dimensão muito mais ampla, não de restringe ao aluno, que é apenas uma das partes do processo  a ele voltado. Então o que dizer dessa dimensão mais ampla? É uma pretensão de inserir partes extremamente responsáveis pelo que se pretendeu alcançar. A título de exemplo, a didática aplicada na determinada etapa da aprendizagem. Parte-se do princípio que a avaliação da aprendizagem é aplicada periodicamente ao longo do percurso de aprendizagem.  Considerar que as diversas  variáveis envolvidas nos processos empregados para acercar-se da idéia do todo, amplia a visão de totalidade, é o mínimo que se pode prever quando pretendemos qualificar processos de aprendizagem. Detectar os pontos que precisam melhorar ou redimensionar quando verificado essa necessidade pela avaliação da qualidade e da totalidade.
Os aparatos técnico-pedagógicos da gestão da aprendizagem. Os encontros realizados com os alunos que denominamos freqüência, não têm como imaginar que de cada um desses não tenha resultado em ampliação das experiências que tiverem como foco conteúdos de aprendizagem arrolados em Planos de Programas de formação desenvolvidos pelos professores. Acredito que ao pensarmos em cada dia de aula como de encontros, pode-se imaginar nos aparatos para esses momentos, recursos materiais e humanos através das provocações intelectuais que a área do conhecimento em questão possibilita ou desencadeia nos participantes dos mesmos. Áreas de interesse devem ter se estabelecidas, sensibilidades despertadas, contratos firmados de realizações pontuais e contínuas, pois há um longo percurso a seguir com atividades a desenvolver individual e coletivamente. Exercícios a praticar.
A sala de aula representa um espaço de vivências mediadas por saberes que constituirão as razões do nosso ser no mundo. Um universo cheio de diversidades, de culturas e linguagens que se reformulam nas mais diversas formas de expressão. O ensino e a aprendizagem se delineiam com muitas vozes, ruídos, movimentos, quietudes e silêncios.
Conflitos  e tensões como encaminhá-los de forma que o grupo saiba lidar com situações que conduzam ao amadurecimento ...
Interessante que ao se incluir o processo na avaliação do resultado diminui-se o ponto de tensão de centrar toda responsabilidade num certo aspecto, ou num determinado segmento, como exemplo a pessoa do aluno, quando muitos outros estão envolvidos.
Horas de aulas dadas;  índice de freqüência; ( Houve baixa freqüência? Razões apuradas; houve intervenção e sua eficácia?) recursos pedagógicos empregados (além do livro didático e do quadro branco o que mais se utilizou? Mapas, imagens, livros para didáticos, fotos, HQs; filmes; documentários; tempos de leitura, acesso a internet...) Formas de comunicação da aprendizagem alcançada (textos, maquetes, desenhos, colagens..). Pensar nos produtos dos projetos ou dos exercícios densamente realizados.
O desconhecimento por parte do professor, se ocorrer, sobre a qualidade da produtividade acadêmica do aluno representa uma ameaça.
Quando a avaliação é aplicada há uma margem de garantia de que a meta de aprendizagem para aquele determinado período letivo será confirmada?
Pretende-se obter um feedback mais estreito entre o pretendido e o alcançado no decorrer do processo de desenvolvimento do ensino, não tem sido eficaz conferir resultado de processo somente com as avaliações de bimestres que são de prazos externamente estabelecidos. Muitas intercorrências podem ocorrer e somente uma retomada no âmbito interno pode evitar resultados insatisfatórios, indicar meio para evitá-los na avaliação formalizada a instâncias maiores.
Quando o aluno não foi classificado como de baixo rendimento por notas, mas que as evidências sejam apontadas pela sua produção acadêmica a probabilidade dele esforçar-se por superar defasagens constatadas nas formas de comunicação da aprendizagem é muito maior.
Uma equipe de professores aplica a ficha para um grupo de alunos, após um período de aulas que deve ser antecedido da avaliação sentam-se para averiguações da eficácia das variáveis, se as etapas estão sendo cumpridas e possíveis providências antes que as avaliações sejam aplicadas. E que estas sejam uma demonstrações das experiências de aprendizagens.
PROPÓSITOS:
- Que o professor sinta-se responsável pelo processo que gerou o resultado
- Formar grupos de formação por área para atender as necessidades dos alunos (linguagem, humanas, natureza)
- Pessoas responsáveis pelo grupo de alunos 

- Formador de grupos 

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Aquarela do Brasil

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Dimensões da Aula

Vídeo sobre as dimensões ética da aula segundo a Profª Terezinha Azeredo Rios, que rompe com a ideia de "Dar Aula".



segunda-feira, 22 de agosto de 2011

A Era do Hipertexto

CAFÉ DAS SEIS - CLARA BARBOSA

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Dê Vida aos Livros



O livro é amigo inseparável de todas as horas, pode acompanhar o leitor em diversas ocasiões de sua vida. Pensemos na seguinte situação: o aguardar numa sala de espera para ser atendido por uma autoridade qualquer ou mesmo num consultório médico, eu estive por um tempo em tratamento médico hospitalar, os atrasos em ser atendida eram compensados pela oportunidade em participar de uma(s) história(s) enredos de um romance ou de outro gênero textual, o estado emocional fica mais aliviado. Foi o que ocorreu comigo. E ter nossa própria opção de leitura é a melhor coisa. Eu sempre levo algo na bolsa, para essas ocasiões.
Evidente que nesses ambientes já existem periódicos disponíveis, mas dificilmente estão com informações atualizadas ou quando estão o material não atende ao nosso interesse, o caso das revistas, geralmente trazem mais assuntos que pouco contribuem com nossa formação ou compreensão de nossa realidade, como é o caso das que tratam da vida dos artistas, nada contra aos que apreciam, pois é melhor que se leia algo que lhe chame a atenção do que não ler nada. Mas, se puder ter em mãos uma opção de leitura significativa para você, ou para o momento de vida pelo qual se passa, seja de alegria, preocupação, tristeza... a leitura pode renovar a esperança, de que a realidade se transforma porque é dinâmico o homem, a sociedade e a cultura e o que desejamos é que essas mudanças sejam para melhor e para todos.
Na educação, essa temática deve ser pertinente a todas as áreas do conhecimento, não pode ficar restrita a uma disciplina específica. Muito se poderia avançar, na educação, se todas as áreas do conhecimento do currículo escolar valorizassem leitura, como forma de despertar a curiosidade e o senso crítico dos alunos, para desenvolverem projetos relevantes para sua comunidade ou para sua vida. Então dar vida aos livros que estão nas prateleiras das bibliotecas, nos armários de casa e nos ambientes virtuais, onde basta fazer um dowload gratuitamente, para ter acesso, já pode ser um bom começo.
Enquanto professora, em regência de classe esse foi um dos grandes desafios, a luta incansável produziu frutos com muitos, porém não alcancei a todos, mas se educadores e família acreditarem que se trata de um recurso que potencializa as estruturas de pensamento e sócio - afetiva dos alunos os resultados pedagógicos podem alcançar um patamar superior. O que um educador ou uma equipe pedagógica não alcançou num ano letivo, pode muito ser alcançada no próximo se as estratégias de intervenção forem avaliadas e revistas. E o trabalho cotiano aconteça com perseverança. Ao menos, precisamos sonhar em superar o fracasso escolar.
Enquanto gestora escolar, juntamente com os demais membros da equipe pedagógica orientávamos fervorosamente os pais para que criassem espaço no próprio lar que favorecessem a leitura, o estudo em casa, organizando tempo com os filhos para essa finalidade, tempo que não podia ser ocupado com outros afazeres. E, como opção de presente aos filhos, sem desmerecer os comumente dados ou por ocasião das compras mensais do rol das despesas domésticas que incluíssem os livros, revistas... Essas foram estratégias que adotamos, ás vezes dizer uma palavrinha pode mudar para melhor a atitude de uma pessoa, isto se acreditamos no que dizemos e agimos coerentemente.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

PROJETO COMUNIDADE DE LEITORES – O Horizonte Bem a Vista


O Projeto Comunidade de leitores que era por assim dizer O Projeto de responsabilidade de todos na Escola, desde a direção devia abarcar todas as áreas, pois fomentava o interesse pela aprendizagem, encantamento com os livros, pelas novas descobertas a cada leitura realizada ou iniciada, pois chegamos a ler livros por capítulos, quando não era possível de uma única vez. Foi desenvolvido como uma espécie de suporte pedagógico a todos os demais estudos na escola. A formação, orientação e acompanhamento se deu com a parceria da Secretaria de Educação com o CEDAC/Escola Que Vale, na pessoa de Eliane Mingues, que acompanhou a mim como Diretora iniciante na função juntamente com o grupo de Diretores da rede municipal que optou pelo projeto no ano de 2001.
Fomentar a certeza de que a leitura devia ser o ponto central para tudo que a escola fosse realizar, alimentou a busca de recursos e estratégias para que a leitura fosse amplamente vivenciada na Escola. Incluíamos estrategicamente nos momentos de encontros para o acolhimento diário dos alunos na entrada antes da aula, o que favorecia os responsáveis dos alunos e demais servidores que acompanhavam diariamente o processo. Nos momentos de realização de outros encontros com os segmentos escolares, como possibilidade de provocar a ação do pensamento, tinha como finalidade também oferecer o acesso ao universo literário disponível, para que se consolidasse o hábito de ler. Chegamos a estabelecer a HORA DA LEITURA, não foi fácil, mas realizamos algumas vezes, todos teriam a oportunidade de ler o que alimentava sua curiosidade, o complicador foi que a Escola grande porte não tinha acervo compatível e que fosse do interesse do grupo, diante dessa dificuldade chegamos a realizar estudo em grupo, nesse momento nem a Secretaria deveria funcionar, o direito de LER era estendido a todos(as).
A maior permanência de leitura grupal, com exceção dos encontros pedagógicos da direção e coordenação, foi mesmo no PÁTIO, neste espaço consolidou-se, especialmente com o primeiro segmento que ficava diariamente. O Segundo segmento seguia uma agenda. Para estimular a participação tínhamos o momento musical, fosse que modalidade de canto, hinos cívicos, religiosos, MPBs, etcs. Tentávamos socializar com os alunos as opções musicais menos ouvidas em seu ambiente de vida. A estratégia estava em utilizar recursos de suporte textual, para os poemas e letras musicais, como o Flip chart, espécie de mural, além do impresso, quando possível. Outros recursos imprescindíveis era: caixa de som funcionando, microssitem, microfone e caixa de som, além dos cds/dvds. A convivência, manuseio diário com esses instrumentos favoreceu a familiaridade do grupo para falar ao público mais diverso.
Depois de um tempo já conseguíamos entender que o acolhimento no pátio não era mais uma pré aula, como se imaginava a princípio, era de fato, pelo conteúdo cultural, já o inicio da mesma, realizada não em espaço fechado entre quatro paredes - sala de aula, mas sim em campo aberto, isto porque nosso pátio só conta/contava com a cobertura, estava então rodeado de árvores também sendo possível visualizarmos o horizonte bem a vista, isso dava ao espaço um certo encantamento, e a rotina já não era tão mecânica, mas sim um pouco humanamente poética.

 
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